Corredores

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corredor_1As lesões de corredores geralmente estão associadas a “Overuse” ou Excesso de atividades, também conhecidas como lesões de repetição ou lesões de sobrecarga.

Estas lesões ocorrem nos iniciantes, mas também acometem com incidência semelhante os corredores mais experientes. Isso ocorreria porque com a manutenção da atividade os corredor mais experiente poderia se recuperar de uma lesão mas imediatamente sobrecarregar outra área e assim iniciar uma nova lesão.

O local de ocorrência exato das lesões de sobrecarga dependeria de uma série de fatores que incluem o tipo de pisada do corredor, aspectos relacionados à genética particular de cada um, lesões prévias, intensidade e qualidade dos treinamentos além de realização de treinamento adequado e com material adequado. Estas lesões podem ocorrer em qualquer localização dos membros inferiores, mas são mais frequentes nos pés e tornozelos.

A atenção do corredor com o seu pé seria fundamental a prevenção. Acredita-se que, muitas vezes, lesões em outras articulações, como em joelhos e quadris, seriam alterações biomecânicas secundárias às lesões dos pés.

De maneira geral e simplificada existem 3 “tipos” de pés, classificados de acordo com a característica do arco longitudinal do pé:

  • Neutros – “Normais”
  • Elevados – “Pés-Cavos”, rígidos
  • Diminutos – “Pés Planos”

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Durante a marcha e a corrida, alternadamente os pés tocam no chão em uma posição relativamente supinada e depois “rolam” para uma posição mais pronada, na fase do apoio médio da marcha, que é o ponto onde o pé está diretamente sob o corpo e está carregando o peso total.

Desta forma os corredores com arcos elevados são chamados de “supinadores” ou “sub -pronadores”. Durante a corrida estes corredores possuem uma menor mobilidade do pé, de modo que na fase de apoio médio, não ocorre a pronação adequada. Estes tipos de pés não absorvem bem o impacto. Esta energia mal absorvida é transmitida para a região lateral do pé, para a perna e para o joelho.

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Nos “Hiper-pronadores” ocorre o oposto. Existe uma maior mobilidade no pé , ocorrendo uma pronação excessiva durante a corrida. Estes corredores acabam transmitindo forças em excesso para a região medial (de dentro) dos pés e das pernas.

O calçado correto para os supinadores são aqueles que fornecem um maior amortecimento e que possuam maior capacidade de absorção de choques. Hiper-pronadores precisam de calçados que deem maior estabilidade e  “controle de movimento”.

Um método rápido para ter idéia das necessidades e o tipo de pé e de pisada que você tem é o teste pegada molhada.

Coloque uma toalha molhada no chão seco. Pise na toalha molhada com cada pé, e então de alguns passos a frente sobre o piso seco.

Avalie então as características das suas pegadas.

Se as pegadas molhadas desenharem apenas a “bola do pé”, o calcanhar, e uma pequena faixa lateral da borda externa do pé, provavelmente trata-se de um supinador. Por outro lado, se a pegada molhada apresenta um desenho com toda a área do pé preenchida, provavelmente trata-se de um pronador.

Algumas dicas sobre os tênis de corrida.

Depois de cerca de 450 kilômetros corridos os calçados perdem cerca de 30 – 50% da sua capacidade de absorção de choque.

Calçados que se molham com a atividade física demoram cerca de 48 horas para secar. Caso você realize atividade diária, considerar a compra de dois pares para utilização em dias alternados. Isso vai ajudar a prolongar o tempo de vida útil de seu calçado.

Representam as lesões mais comuns nos pés de corredores:

  • Fasceíte plantar – dor no calcanhar causada pela inflamação da fáscia na parte inferior do pé, geralmente bem na região onde a fáscia se insere no calcanhar.
  • Fratura por estresse no osso calcâneo – fratura pelo uso excessivo do “osso do calcanhar”.
  • Doenças do Tendão de Aquiles- inflamação da bursa localizada abaixo do tendão de Aquiles no calcanhar ou mesmo do tendão propriamente dito.
  • Tendinite dos Tendões Extensores – inflamação dos tendões na parte superior do pé, geralmente na região do peito do pé.
  • Sesamoidite – inflamação pequenos ossos, que estão localizados na região da “bola do pé”, perto da base do dedão do pé (hálux).
  • Fraturas por estresse dos metatarsos – fratura pelo uso excessivo de um dos metarsos. Estes são os ossos longos que começam na região do peiro do pé e vão até os dedos. Existem 5 metatarsos em cada pé.
  • Neuroma de Morton –  condição causada pela irritação crônica do nervo interdigital, geralmente entre os metatarsos 3 e 4, perto dos dedos. Corredores muitas vezes descrevem os sintomas como a presença de “alfinetadas e agulhadas” na sola do pé ou “choques” e formigamento nos dedos do pé.
  • Tendinite do Tibial Posterior – o tendão tibial posterior passa por debaixo do maléolo medial (osso proeminente no interior do tornozelo) e se insere no aspecto medial do pé no osso navicular. Corredores normalmente experimentam dor abaixo do maléolo medial ou mesmo na região interna do pé.
  • Tendinite dos Fibulares – tendões fibulares passam por baixo do maléolo lateral (osso proeminente na parte externa do tornozelo) e correm no aspecto lateral do pé (cubóide e base de metatarso 5). Corredores normalmente experimentam dor na parte exterior do tornozelo ou na borda lateral do pé até à base do metatarso 5.
  • Hematoma subungueal – sangramento debaixo da unha do dedo do pé que ocorre geralmente pela pressão crônica dos calçados sobre os dedos do pé.

Por acaso você se identificou com os sinais e sintomas apresentados?

Agende sua consulta para maiores informações, diagnóstico e tratamento adequados!